O que entra no contrato
de manutenção de TI

Um contrato de manutenção de TI deveria ter no mínimo: manutenção preventiva com data marcada, atendimento corretivo quando algo trava, prazo de resposta definido por escrito e relatório do que foi feito em cada visita. Se a proposta que você recebeu não deixa isso claro, é aí que mora o problema — não no valor da mensalidade.
O que costuma estar incluso
Na maioria dos contratos sérios de manutenção de TI, entram:
- Visitas preventivas programadas — limpeza física, checagem de desempenho, atualização de sistema, revisão de espaço em disco, geralmente mensal ou trimestral
- Atendimento corretivo dentro do escopo — quando um equipamento trava, superaquece ou dá tela azul, o técnico resolve sem cobrar visita avulsa
- Suporte remoto pra problemas simples, sem precisar esperar uma visita presencial
- Diagnóstico e orientação sobre quando vale consertar e quando vale trocar um equipamento
- Prazo de resposta combinado — por exemplo, atendimento em até 24h ou 48h pra chamados não urgentes
O que muda de contrato pra contrato é o volume: quantos equipamentos, com que frequência, e qual o tempo de resposta prometido. Isso é o que define o valor final, não o nome do serviço.
O que costuma ficar de fora (e vira custo surpresa)
Isso é o que mais pega empresa desprevenida, porque geralmente não vem escrito com destaque na proposta:
- Peças e upgrades — SSD, memória, fonte, bateria. A mão de obra pode estar no contrato, a peça em si normalmente não
- Atendimento fora do horário comercial ou em feriado — se a empresa trabalha sábado e o técnico só atende de segunda a sexta, isso precisa estar explícito antes de assinar
- Formatação completa com reinstalação de todos os programas — às vezes é tratado como serviço extra, não como parte da manutenção de rotina
- Rede e servidor — muito contrato cobre só os computadores das estações, não o roteador, switch ou servidor local
- Software de terceiros com licença própria (ERP, sistema de nota fiscal) — o técnico ajuda a diagnosticar, mas suporte da licença em si costuma ser com o fornecedor do software
Nenhum desses itens é errado de deixar de fora — o problema é descobrir isso só quando o custo aparece. Um contrato bem feito lista o que não está incluso com a mesma clareza do que está.
Como avaliar uma proposta
Antes de assinar qualquer contrato de manutenção de TI, vale confirmar por escrito:
- Quantos equipamentos estão cobertos e o que acontece se a empresa comprar um computador novo no meio do contrato
- Frequência real das visitas preventivas — mensal e trimestral têm impacto bem diferente no preço e no resultado
- Prazo de resposta pra chamado urgente versus chamado de rotina
- O que conta como emergência — computador que não liga é diferente de impressora sem tinta, e a proposta deveria distinguir os dois
- Se peça e upgrade entram ou não, e como é cobrado quando entram
Proposta que não responde essas cinco perguntas de forma direta é proposta incompleta, mesmo que o valor pareça bom no papel.
Como funciona na prática com a Latitude
O contrato é fechado depois de uma visita de diagnóstico na empresa, olhando os equipamentos de verdade — não uma tabela fixa de pacotes. Preventiva e corretiva ficam combinadas no mesmo contrato, com data de visita marcada e prazo de resposta definido antes de assinar. O que entra e o que não entra fica escrito, sem letra miúda pra descobrir depois.
Se você já recebeu uma proposta de outro lugar e quer uma segunda opinião sobre o que falta nela, ou quer entender quanto custaria um contrato mensal pra sua empresa, chama no WhatsApp e manda o que você tem. A gente lê e responde com o que realmente muda no seu caso.
